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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Cidade: Entre o riso e o verde: Os Irmãos Sukulonsky levam circo e sustentabilidade pelo DF

 Cia CircomVida celebra 10 anos com turnê por dez pontos periféricos, unindo arte circense e educação ambiental

Eles chegam em um circo sobre rodas, transformando ruas e escolas em picadeiros improvisados, onde o riso se mistura à reflexão. À frente da Cia CircomVida, os artistas Marcella Romar e Valentin Etchevest apresentam os irreverentes Os Irmãos Sukulonsky, dupla que carrega nas malas malabares, poesia e sementes — literalmente.

Com o projeto Rua de Artistas, eles percorrem dez regiões periféricas do Distrito Federal levando espetáculos, oficinas e ações ambientais que terminam com o plantio de árvores do cerrado e distribuição de sementes. Em 2025, a companhia celebra dez anos de atividades, consolidando uma trajetória que une arte, acessibilidade e sustentabilidade.

Nesta entrevista, os artistas falam sobre a rotina na estrada, os bastidores do circo móvel e o poder transformador da arte como ferramenta de educação ambiental.

Vocês falam da linguagem circense como ferramenta de conscientização ambiental. Qual foi o maior desafio de unir arte e sustentabilidade?

O maior desafio foi encontrar o equilíbrio entre a leveza do riso e a profundidade do tema. A sustentabilidade é algo urgente, mas pode parecer distante das pessoas. E o circo nos permite aproximar esse assunto de forma sensível e divertida, despertando curiosidade e empatia. A gente quer que o público reflita, mas também se encante e saia do espetáculo com vontade de agir.

E qual a parte mais gratificante de ver isso acontecer nas comunidades?

É perceber que a mensagem realmente chega. Quando uma criança entende a importância de plantar uma árvore, ou quando um morador comenta que vai reutilizar algo em casa, sentimos que a arte cumpriu seu papel. É emocionante ver o brilho nos olhos das pessoas, o riso, o encantamento. Isso é o combustível da CircomVida.

O espetáculo percorre regiões periféricas do DF. Como vocês escolhem os locais?

A gente busca lugares onde existe uma energia comunitária muito forte. São escolas, instituições e espaços culturais que acolhem e se envolvem. Fazemos essa escolha junto com lideranças locais, para que o encontro seja verdadeiro e participativo.

Como é perceber a reação das crianças e moradores dessas áreas?

É uma troca muito bonita. As crianças se entregam, riem, participam e, muitas vezes, é a primeira vez que assistem a um espetáculo de circo. Os adultos também se emocionam, porque o conteúdo fala de pertencimento e cuidado com o planeta. Sentimos que o público se reconhece ali.

Vocês plantam árvores nativas e distribuem sementes como ação concreta. Como avaliam o impacto disso a longo prazo?

O plantio é simbólico e real ao mesmo tempo. Cada muda e cada semente representam um compromisso com o futuro. A longo prazo, esperamos que essas ações despertem o senso de continuidade, de que o cuidado com o meio ambiente é diário e coletivo. E quando voltamos a alguns lugares e vemos as árvores crescendo, é uma alegria enorme.

Qual recado gostariam de deixar para as crianças que participam?

Que elas nunca percam o encantamento e a responsabilidade de cuidar do mundo. Que entendam que pequenas atitudes, como plantar, reciclar ou economizar água, fazem uma diferença gigante. E que a arte pode ser uma aliada nessa transformação.

Usam materiais e estruturas sustentáveis no circo móvel.  Que ajustes precisaram fazer para garantir isso?

Foi um processo de aprendizado e reinvenção. Investimos em energia limpa com a instalação de três painéis solares no nosso micro-ônibus, tornando o circo móvel mais autossuficiente e alinhado aos valores de sustentabilidade que levamos para o público. Também reaproveitamos materiais, adaptamos cenários e reduzimos o uso de plástico. Tudo isso exige planejamento, mas é gratificante ver o projeto se manter fiel aos valores que defendemos.

O que ainda gostariam de inovar nas próximas edições?

Sonhamos com a criação de um viveiro próprio de mudas do cerrado.

A acessibilidade é mencionada como elemento importante no projeto. Como se planeja isso nas apresentações e na mídia?

A acessibilidade está presente desde o início, no conteúdo e na equipe. Trabalhamos com consultores, cuidamos da tradução em Libras e buscamos tornar a comunicação visual e sonora mais inclusiva. A ideia é que todos possam viver a experiência da Cia CircomVida, sem barreiras.

Qual resultado já viram ou esperam ver com os recursos de acessibilidade?

Tem sido transformador. Ver o público surdo interagir com o espetáculo, rir, se emocionar. Isso mostra que a arte é realmente para todos. Esperamos inspirar outros projetos a olharem para a acessibilidade não como um extra, mas como parte essencial do fazer artístico.v

sábado, 9 de abril de 2022

Novas atividades do CCBB Educativo Brasília para a exposição Brasilidade Pós-modernismo

 Durante o mês de abril, o programa educativo vai mergulhar na produção brasileira visual contemporânea dos últimos 100 anos. Contação de histórias, ateliê de artes, atividades para bebês e crianças, visitas patrimoniais e mediações multissensoriais fazem parte da programação.

A exposição Brasilidade Pós-Modernismo chegou ao CCBB Brasília, e fica de 5 de abril e 5 de junho de 2022, para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e lançar luz aos traços, remanescências e conquistas que o movimento trouxe, no decorrer dos últimos 100 anos, às artes plásticas do Brasil. Também refletir, a partir da atualidade, sobre um processo de rever e reparar este contexto.

E para mergulhar nesse diálogo, facilitando a troca com o público visitante, é que o CCBB Educativo lança novas atividades. Longe de buscar respostas fechadas, a vontade é a construção coletiva de uma experiência. E com esse objetivo, o Programa Educativo lança mão de recursos como a contação de histórias, objetos mediadores, estações sensoriais, etc. A ação educativa é orgânica, pensada dia a dia, e para cada exposição novas surpresas serão elaboradas.

 ATIVIDADES

·         LABORATÓRIOS DE ARTES

 

Espaço de experimentações estéticas, onde visitantes de todas as idades colocam a “mão na massa” para desenvolver atividades práticas de artes visuais.

 

Este mês a equipe do Educativo CCBB preparou uma atividade que apresenta às crianças as obras da artista Gê Viana e de outros artistas do eixo Liberdade da exposição Brasilidade Pós-Modernismo.  As crianças utilizarão recortes em acetato com impressões de obras clássicas e obras expostas nas galerias para compor novas leituras possíveis da história através de sobreposições projetadas na parede da sala do educativo.

 

Sábados e domingos, às 14h

 

 ·         HORA DO CONTO

 

Quando o visitante se transporta para o papel de ouvinte de uma história, ele está compactuando com a ficção. Existe melhor forma de viver experiências? Em abril, a Hora do Conto leva histórias e lendas sobre a natureza e a fauna brasileira. Dialogando com o eixo identidade da exposição Brasilidade Pós-Moderna, os contadores de histórias selecionaram:

 

 “A festa no céu”: Os bichos que voam anunciaram que haveria uma grande festa no céu! Os bichos sem asas ficaram na vontade... Mas o jabuti conseguiu uma carona e foi parar lá nas nuvens!

 

O menino e o Kibungo”: Dizem que o kibungo é um monstro que não gosta de criança mal criada. Mas um menino bem esperto consegue se dar bem.

]

 “A história da fruta amarela”: No tempo em que não havia frutas no mundo, uma árvore surgiu com frutos amarelos. A bicharada ficou alvoroçada. Mas a coruja disse que só poderiam comer o fruto amarelo se Tupã dissesse o nome. Os bichos tentavam, mas uma bruxa da floresta enganou todos. Quem será que conseguiu resolver esse problema?

 

Sábados e domingos, às 11h e às 15h.


 
·         PEQUENAS MÃOS

 

- “Poesia visual: desenhando com letras” –

Atividade para crianças de 3 a 6 anos. Utilizando grandes carimbos de letras e caracteres, as crianças produzem suas próprias poesias visuais em um tecido, tal como os artistas da poesia concreta que estão expostos na exposição Brasilidade Pós-Modernismo.

 

Sábados e domingos, às 13h.

 

·         PEQUENÍSSIMAS MÃOS

 

“Passeio musical”: Através de interações musicais e poesia oral, os bebês, crianças e famílias passam a conhecer as estruturas das obras do Jardim de Amilcar de Castro: corte, dobra, deslocamento e retirada. “Olha que legal essa obra que corta e dobra qual porta ou janela” cantam os educadores para que as crianças descubram as sensações de participar da exposição.

 

Sábados e domingos, às 10h.

 

 ·         LIVRO VIVO

Educadores leem com as crianças livros de literatura infantil que tenham em suas histórias, narrativas visuais ou em seus personagens temas ou conceitos da exposição Brasilidade e Jardins de Amilcar, instalada nos jardins do CCBB.

Relacionando com os eixos poesia e natureza, os educadores leêm com as crianças os seguintes livros:

 

Pé de bicho”, de Márica Leite e Joãocaré: poesia sobre uma árvore que é o encontro de vários bichos da fauna brasileira.

 

Brasileiríssimos” e “Mais brasileirinhos”, de Lalau e Laurabeatriz; poesias para crianças sobre animais de diversos biomas brasileiros.

 

 “Da minha janela” de Otávio Junior e Vanina Starkoff; História sobre a vista da janela da casa de um menino que morra em uma comunidade em um morro no Rio de Janeiro. São retratadas as belezas, poesias e pluralidade da comunidade.

 

Maria Tereza, de Roger Mello: uma carranca do Rio São Francisco conta todas as histórias que ela já ouviu em suas andanças pelas águas do São Francisco. Histórias engraçadas, de amor e até aventuras. A carranca sabe que ela é patrimônio do Brasil e do mundo.

 

Sábados e domingos, às 9:h e  às 16h

 

·         VISITAS MULTISSENSSORIAL

Que tal conhecer a exposição utilizando outros sentidos que não apenas a visão? Horário de visitação para pessoas com deficiências, transtorno do espectro autista e seus acompanhantes que explora memórias, sentidos e sensações. 

Neste horário especial, as famílias escolhem qual ambiente ou exposição querem conhecer no CCBB e os educadores realizam a visita pensando sobre as possibilidades de fruição estética de cada criança.

 

Sábados, às 10h.

 

Serviço:

Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil

Exposição Brasilidade Pós-Moderna, Encontro de Professores e visitas mediadas

Atividades diversas - vide programação em www.bb.com.br/cultura
Classificação Indicativa: Livre

Centro Cultural Banco do Brasil - Distrito Federal

Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF  Tel.: 61 3108-7600